Circuito Brasília de Natação Ecológica

May 18, 2017 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

No próximo Domingo (28/05) a Quebra da 13 vai receber mais um evento esportivo.

Agora é a vez do Circuito Brasília de Natação Ecológica que terá duas provas em horários diferentes. As provas de longa distância terão 2.5km; 5km e 10 km, com largada as 8h e a prova de curta distância terá 1km, com largada as 11:30.

Para os interessados em participar desse desafio nas águas do Paranoá o link para as inscrições é: circuitodenatacaoecologica.blogspot.com.br.

A comunidade tem usado cada vez mais a Quebra da 13 para nadar, plantar, remar, passear de jetski de lancha, fazer piquenique ou simplesmente pra ficar de papo pro ar, que ninguém é de ferro. Por isso, a importância de organizar o uso desse maravilhoso espaço, ainda público!

Como assim, vai deixar de ser público? Vai.

O GDF precisou de dinheiro para pagar os servidores e obteve o recurso através do IPREV Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal, que em contrapartida recebeu como garantia do financiamento a Quebra de 13, que é uma área de destinação comercial.

Governo é governo, comunidade é comunidade. Enquanto um precisa de caixa para pagar servidores o outro precisa de área pública na orla do lago. Mas este terreno comercial da orla, como qualquer outro, tem uma APP -Área de Proteção Permanente, que é uma área pública.

A APP é uma faixa de 30m que circunda todo o lago e que vem sendo desobstruída pelo GDF. O governo vem removendo as cercas das casas da orla que gradativamente será urbanizada para o uso público. A primeira etapa desta urbanização será no Lago Sul, através do projeto Orla Livre.

Dentro do espírito público de desobstrução da APP os Amigos do Lago Paranoá propõem que a Área de Proteção Permanente da Quebra da 13 seja cercada por árvores e bambu, permitindo o acesso das pessoas, mas não dos carros, que aos poucos compactam o solo e destroem a vegetação. Para os automóveis a área de estacionamento ficaria logo na entrada conforme nossa proposta.

A pista de acesso continuaria permitindo o embarque e desembarque de usuários na orla e para lanchas e jetskis seria reservada uma praia do lado esquerdo do terreno, separando as embarcações dos banhistas e assim, oferecendo mais segurança para todos.

Uma linha de árvores e bambus também protegerá os bosques que vem sendo plantados pela comunidade, assegurando o crescimento das mudas.

Com essa medida simples que requer apenas mais plantios de árvores e fixação de bambus o uso da Quebra da 13 se tornaria mais sustentável e seguro.

Aos que desejarem participar do plantio basta se inscrever na aba “Associados ONG” para receber informações sobre as novas atividades que serão realizados pelos Amigos da Quebra da 13 e os Amigos do Lago Paranoá. Venha plantar com a gente! A natureza agradece.

FELIZ 2017 LAGO PARANOÁ

December 31, 2016 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

Guilherme Scartezini

Se não fosse o Lago Paranoá não sei onde estaria hoje. Entre outras coisas aprendi com as suas águas que não é preciso lutar contra todos os inimigos, pode-se contorna-los respeitando as diferenças e seguir adiante com nossas convicções. Por esse e tantos outros motivos, foi triste saber através das CIANOBACTÉRIAS como temos tratado mal suas águas.

Segundo relatório publicado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) em 22/12/2016: “Conclui-se que a proliferação de cianobactérias no Lago Paranoá não está vinculada a um único fator, mas à combinação de diversos fatores naturais e provocados pelas ações humanas, e que estão intimamente relacionados com o uso e ocupação que são feitos do solo em toda a bacia do Paranoá, há muitos anos, tais como ocupações irregulares, desmatamento, impermeabilização do solo, lançamento de esgotos tratados e não tratados”

O lixo e o esgoto rico em micro-organismos e fósforo que é jogado nas ruas ou lançado clandestinamente nas galerias de águas pluviais, com o início das chuvas desce por elas até o Lago Paranoá e essa porcaria toda alimenta as cianobactérias que se espalharam por mais de 5km do Lago Sul, podendo causar problemas ambientais e de saúde pública.

Segundo especialistas existem cerca de 2.000 espécies de cianobactérias e mais de 40 delas produzem cianotoxinas, que podem causar efeitos neurológicos, dermatológicos e hepatotóxico.

Embora o aumento das cianobactérias na água possa ocorrer de forma natural esse não foi o caso da poluição do lago em dezembro de 2016. Em plena capital onde vários órgãos públicos e nós mesmos deveríamos cuidar da nossa água, que para nós é vida, o lançamento de lixo, esgotos domésticos, industriais e agrícola, provocaram um fenômeno chamado eutrofização.

A eutrofização acontece quando a água recebe grande quantidade de nitrogênio e fósforo levando a redução do oxigênio e a morte de peixes. A eutrofização causou a floração, ou o aumento descontrolado de cianobactérias na água.

Ao tornarem a água mais turva as cianobactérias provocam um processo de desoxigenação e a produção de substâncias altamente tóxicas que alteram a cor e o gosto da água. Essas toxinas podem levar a morte rápida de animais por parada respiratória ao ingerirem essa água contaminada.

As cianobactérias também podem causar sérios problemas de saúde pública, como o que ocorreu em Pernambuco em 1996, quando 60 pacientes de uma clínica de hemodiálise morreram após apresentarem um quadro de intoxicação no fígado. A investigação concluiu que as mortes ocorreram devido a presença de cianotoxinas na água da clínica utilizada no tratamento do sangue dos pacientes.

Os casos de poluição da água provocada por diferentes ações humanas continuam a se multiplicar ao longo da nossa história, como em 2015 na bacia do Rio Doce, onde o rompimento da Barragem do Fundão, pertencente a mineradora SAMARCO, lançou milhões de litros de lama de rejeito em mais de 800km do rio e seus afluentes, até chegar no mar e se espalhar por mais de 200km do nosso litoral.

Na semana passada estive no município de Mariana onde a tragédia aconteceu e pela primeira vez vi um rio morto. Gualaxo é o seu nome. Em todo o seu percurso até desaguar no Rio Doce não há vida em suas águas. Que tristeza…

Mas infelizmente a mineração não é a única fonte de poluição dos rios da região, a falta de tratamento de esgoto também, como no rio Brumado que tem uma linda cachoeira, atrativo turístico que junto com o artesanato de pedra sabão e tapetes de sisal gera emprego e renda para os moradores de Cachoeira do Brumado, agora com água imprópria para o banho.

Junto com a organização internacional Green Cross, que desenvolve o programa Água para Vida em mais de 30 países, a associação de moradores de Cachoeira do Brumado, o governo municipal de Mariana e outras organizações que atuam na região, vamos implantar as fossas sépticas biodigestoras da EMBRAPA, nas casas dos moradores do município, começando pela Escola Estadual Dona Maparata, onde estudam 600 alunos entre crianças, jovens e adultos.

É um trabalho de formiguinha. Mas temos esperança de que não só os desastres ambientais, mas também iniciativas como essa possam tocar o coração dos brasileiros e na festa de ano novo de 2018 tenhamos mais motivos para celebrar a vida, que só existe porque existe água.

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Arte: Patrícia Mezzaroba Scartezini

 

CIRCUITO DAS PRAIAS DO LAGO

June 15, 2016 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

Com o apoio de ONGs e parceiros nasce o projeto “Circuito das Praias do Lago

Guilherme Scartezini

CIRCUITO DAS PRAIAS DO LAGO

Circuito das Praias - Parque Asa Delta

O ponto de partida para a criação do Circuito das Praias do Lago foi o desejo do Movimento de contribuir para a implantação de áreas públicas de acesso ao lago que sejam seguras, onde serviços, atividades esportivas, culturais, turísticas, educacionais e locação de equipamentos náuticos sejam regularizados. Uma antiga reivindicação dos moradores de diferentes bairros e cidades e das empresas e profissionais, que atuam na orla do lago.

Enquanto debatíamos o tema com os associados fomos convidados a participar de outro projeto: a construção de um aquário em Brasília.

O primeiro passo foi a realização de uma reunião no IBRAM onde o Movimento e ONGs parceiras conversaram com gestores do órgão sobre o desejo de implantarem um projeto de turismo, esporte, educação e cultura, na orla do lago.

Os gestores do IBRAM nos informaram sobre os planos do GDF de terceirização de parques da cidade e nos convidaram a participar do I SeSUC, promovido pelo IBRAM em dezembro do ano passado. No evento conhecemos as experiências de gestão terceirizada de parques do ICMBio: Paineiras (RJ), Fernando de Noronha (PE) e Cataratas do Iguaçu (PR).

A partir das experiências de gestão desses parques criamos um projeto que interliga através do turismo náutico inicialmente os parques Asa Delta, Ermida D. Bosco, Garças e Vivencial do Lago Norte.

O projeto urbanístico para os parques teve duas preocupações básicas. Primeiro, oferecer produtos e serviços a preços acessíveis também a população de baixa renda e segundo, fazer isso viabilizando a participação dos micro e pequenos empresários, que hoje são os responsáveis pela oferta de produtos e serviços a preços populares, na orla do lago.

PLANTA BAIXA DO PARQUE ASA DELTA

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Para atingir esse duplo objetivo o primeiro passo é instalar as atividades de comércio e serviços em contêineres, adotando um modelo que além de bonito e funcional também é acessível aos micro e pequenos empresários, que hoje atendem o cidadão de forma precária e não regulamentada em vários trechos da orla ou ainda, nos clubes, onde esses serviços ficam disponíveis só aos associados ou com restrições ao atendimento do público em geral.

CONTÊINERES MODELO

Dupla de containers

Na segunda etapa, propomos a construção de aquário, auditório, galpão náutico, bicicletário, viveiro de plantas, investimentos para médios e grandes empresários.

 

A criação deste projeto só foi possível a partir do trabalho voluntário dos amigos:

Dr. Elias Motta – Advogado, pedagogo e cientista social (IPDE/Green Cross)

Luiz Antonio Reis – Economista (IPDE/Green Cross)

Paulo de Tarso – Biólogo (Acqua Mundo Guarujá-SP)

João Lucas S. Flores – Graduando em arquitetura (UnB)

Guilherme Scartezini – Sociólogo (Movimento Amigos do Lago Paranoá)

 

Agora, para aperfeiçoar o projeto e obter apoio para a sua realização pretendemos incorporar críticas e sugestões da comunidade, empresas e organizações, através de audiências públicas em cidades e bairros onde a população quiser conhecer e participar da iniciativa.

Se você, sua empresa ou organização quiser participar ou colaborar com o projeto cadastre-se no site e nos envie um e-mail escrevendo no “campo assunto”: Eu quero o Circuito das Praias do Lago. Depois conte resumidamente como você gostaria de participar ou colaborar. Este é um projeto de iniciativa popular e trabalho voluntário e toda ajuda será bem vinda. Participe!

Precisamos de salões e auditórios para realizar as audiências públicas e se você tiver gente interessada em participar e um lugar no seu bairro, entre em contato para agendarmos uma audiência.

AMIGOS DO LAGO PARANOÁ: PELO USO PÚBLICO E SUSTENTÁVEL DO LAGO!

A canoagem oceânica nos 56 anos de Brasilia

April 24, 2016 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

Guilherme Scartezini.

E mais uma regata coloriu o Lago Paranoá na semana dos 56 anos da capital.

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Agora foi a vez da canoagem oceânica. A regata contou com mais de 90 remadores e as equipes de São Paulo fizeram a festa faturando os três primeiros lugares na colocação geral.

           

A canoagem faz parte da cultura da cidade desde os anos 80 como explica o primeiro presidente da Federação Brasiliense de Canoagem -FBCA, Fernando Japiassu e Darci de Souza, atual vice-presidente da Confederação Brasileira de Canoagem -CBCA, conta que o crescimento do esporte é fruto da organização das associações, federação e confederação.

                                                 

 

Inclusão Social nos 56 anos de Brasília

April 21, 2016 in Principal

Guilherme Scartezini

Para comemorar os 56 anos de Brasília o Movimento Amigos do Lago Paranoá apresenta um trabalho que tem resgatado a auto estima das pessoas deficientes, realizado pela Federação Brasiliense de Vela Adaptada, no Iate Clube Cota Mil.

 

 

O FUTURO DOS PARQUES DO DF

January 5, 2016 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

Guilherme Scartezini.

 A partir de 2016 parques e outras unidades de conservação do DF passarão a ter sua gestão terceirizada, conforme já anunciou o GDF nos jornais e na TV.

Esse foi o tema do 1o Seminário de Sustentabilidade de Unidades de Conservação Distritais (I SeSUC) realizado pelo IBRAM, no auditório do Ministério Público (MPDFT) em dezembro de 2015.

Fim de ano, festas, família reunida… Nem a crise resiste! Nos jornais ela vem acompanhada do “balanço do ano” e das “perspectivas para o futuro”. É assim mesmo, toda virada de ano até sem querer a gente faz um balanço.

Para o Movimento Amigos do Lago Paranoá, 2015 foi um ano histórico, tanto pelo início da desocupação da orla, quanto pelo futuro que isso representa: desenvolvimento sustentável, qualidade de vida, saúde, lazer, esporte, eventos, turismo, geração de emprego e renda.Assim como o resto do país, Brasília também precisa reencontrar o caminho do desenvolvimento. E o turismo é uma baita opção.

A implantação de infraestruturas de uso público na orla, como vias de acesso, ciclovias, pista de skate, pontos de ônibus, píeres, locais de convivência e realização de eventos, postos salva-vidas, banheiros, bancos, galpões de barcos e outros equipamentos náuticos; e a oferta de serviços como passeios náuticos, aluguel de caiaques, canoas, pranchas, veleiros, lanchas, aulas de esportes, alimentação e educação ambiental, podem transformar o conjunto dos parques da orla no maior atrativo turístico da cidade, com milhares de visitantes por ano.

Tudo isso deve e pode ser feito levando em consideração que o Lago Paranoá é cercado de áreas protegidas,sendo a mais extensa delas sua Área de Proteção Permanente (APP), uma faixa de 30m de largura que circunda todo o lago (cerca de 86Km) e que tem por principal função contribuir para a preservação da qualidade da água, da fauna e da flora e, por isso, não pode ter mais que 5% de sua área impermeabilizada.

Desses 86Km cerca de 30 têm potencial de uso público e pode abrigar diferentes projetos urbanísticos, com equipamentos e serviços para cidadãos com rendas bem variáveis, como demonstrou o workshop realizado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB. Neste evento, professores e alunos de faculdades e escritórios de arquitetura de Brasília e São Paulo, criaram três projetos para a área desobstruída pela AGEFIS no Lago sul e um para outra área no Lago Norte.

Na medida em que a AGEFIS for removendo as cercas particulares o IBRAMterá um prazo para apresentar uma proposta de preservação e uso sustentável para cadatrecho desobstruído. Janeiro de 2016 é o prazo para que o IBRAMapresente aoMinistério Público (MPDFT) uma proposta para ocupação da primeira área desobstruída:a faixa de 30m que circunda a Península dos Ministros ligando o Parque Asa Delta, oParque Comunitário da QL12 e o Pontão do Lago Sul. A mesma área que alunos e professores de arquitetura fizeram seus projetos.

Península dos Ministros

Área desocupada na Península dos Ministros

Professores, alunos, trabalhadores, empresários, donas de casa, todo mundo quer dar sua opinião sobre a ocupação das áreas desobstruídas. Além do direito aos espaços públicos, a vida comunitária faz parte da natureza humana e em um local seco como o cerrado da capital, conviver na orla do lago faz todo sentido, não é mesmo! Seguindo esse raciocínio, é plenamente justificável o interesse dos cidadãos na gestão, uso e ocupação de áreas públicas, como os parques da orla e o corredor (APP) que os ligam.

O debate sobre as alternativas de ocupação pública da orla está apenas começando e os interesses são os mais diversos como reconhece a promotora de justiça de Meio Ambiente do MPDFT, Cristina Rasia Montenegro.

Durante o seminário tanto os administradores(as) públicos quanto representantes de empresas e ONGs chegaram ao consenso que para preservar um parque a solução não é restringir o acesso público, o que quase nunca funciona, mas ao contrário, promover a visitação.

Para discutir a questão, o IBRAM convidou profissionais de turismo, gestores de parques, funcionários do IBAMA, Instituto Chico Mendes (ICMBio), SEMA-DF, MPDFT, empresários e representantes de ONGsdo DF, que ao longo de dois dias debateram temas comogestão terceirizada de parques, legislação ambiental, criação e sinalização de trilhas, preservação da biodiversidade, lazer, esporte e turismo.

Diferente das reservas ecológicas, biológicas e outros tipos de unidade de conservação de uso mais restrito, os parques possuem a dupla função de promover a conservação e a visitação pública, como explica Ana Luísa Riva, Dir. Executiva do Inst. Semeia.

Ainda em defesa dos parques como espaços de convivência, Ricardo Birmann, cuja família há décadas administra o Parque Burle Marx, na cidade de São Paulo,falou sobre sua experiência com gestor ambiental, empresário e cidadão.

Entre tantas questões o seminário contribuiu para que funcionários públicos e cidadãos refletissem sobre a gestão deparques de todo tamanho, em áreas urbanas e rurais, com atrativos diversos e situações socioambientais variadas. Agora é preciso passar do planejamento a ação. O IBRAM está promovendo a recategorização de muitas unidades de conservação do DF levando em consideração tanto os interesses preservacionistas, como de visitação pública.

A advogada Glaucia Savin, especialista em legislação ambiental, falou sobre a gestão terceirizada de parques e, segundo ela, dependendo do tamanho da área, de sua localização e das condições socioambientais da região onde se encontra, um tipo de contrato de gestão pode ser mais eficiente que outro.

Para Pedro Menezes, da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), as áreas protegidas do DF também precisam ser pensadas em seu conjunto como parte de um corredor que permita a movimentação e preservação da fauna e da flora, o corredor ecológico que liga o Vale do Paranã à Serra dos Pirineus.

Outro consenso do seminário foi que a promoção do uso público dos parques está ligado à exploração dos seus atrativos naturais através do ecoturismo, atividades culturais, de esporte e lazer. E a melhor forma do governo de alcançar esse objetivo é terceirizando a gestão para empresas, ONGs e profissionais da área.

Turismo nos parques foi o tema da palestra de Bruno Marques, Dir. Presidente do Grupo Cataratas, que vem contribuindo para o aumento da visitação em vários parques nacionaisadministrados pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio),como o Iguaçu, Fernando de Noronha, Tijuca (floresta) e Paineiras (Cristo Redentor).

Para o presidente do ICMBio, Cláudio Maretti, o Parque Nacional de Brasília também deverá receber atividades de esporte e lazer que ampliem o uso do parque.

Em todo o mundo o turismo é um setor distribuidor de renda capaz de gerar negócios e empregos em diferentes atividades econômicas, de grande, médio e pequeno porte, do hotel cinco estrelas, a pousada, ao pipoqueiro, todos ganham.

Em Brasília, onde a visitação está mais ligada ao trabalho, participação em eventos governamentais e corporativo durante a semana, ao longo do ano nos feriados e finais de semana, os hotéis têm uma baixa taxa de ocupação.

Por outro lado, no Aeroporto de Brasília cerca de metade dos passageiros estão apenas em conexão, e são potenciais turistas que não visitam a cidade. Muitos turistas apenas de passagem e hotéis vazios no final de semana são fatos que combinados à oferta de atrativos turísticos nos parques da cidade, em especial os da orla do lago, podem tornar o turismo um forte setor econômica da capital.

O pacote completo da crise que o país vive inclui o desaquecimento da economia mundial, erros na política econômica, desemprego, pedaladas fiscais, corrupção, crimes políticos e ambientais, falta de investimento nos serviços públicos básicos, roubo e uso indevido do patrimônio público e por ai vai… E em reação a tudo isso, o grita geral do cidadão, que esse ano pagou mais de 2 trilhões de reais de impostos e é o maior prejudicado.

Com a desobstrução da orla o Lago Paranoá, a população ganha tanto em qualidade de vida, infra-estrutura de turismo, esporte, lazer e cultura, quanto em geração de negócios, emprego e renda, ou seja, uma alternativa para superação da crise.

Em 2015, o Movimento Amigos do Lago Paranoá junto com a Fed. Brasileira de Canoagem (FEBRACAN), Conf. Brasileira de Vela Adaptada (CBVA), movimentosOcupe o Lago,Eng. sem Fronteiras e Guardiões do Lago; Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Inst. Brasileiro do Direito Ambiental (IBRADA), Canuí Canoagem, Jacanoá Natação em Águas Abertas, Caiaque Sport, BSB Tour, Inst. de Pesq. Desenvolvimento e Educação (IPDE), Comp. de Água e Esgoto de Brasília (CAESB) e prestadores de serviço da Ponte JK, realizaram eventos e debates sobre o uso público e sustentável do lago.

Em 2016, convidamos cidadãos, parceiros, amigos e voluntários para participarem do projeto de implantação de uma praia pública em parque da orla, através das concorrências para gestão terceirizada que serão realizadas pelo IBRAM. Inscreva-se, opine e participe!

DOZE MALUCOS(AS)  RIO ABAIXO

November 29, 2015 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

Guilherme Scartezini

Assim foi o sábado dos(as) paranoeros(as) que levaram três horas e meia descendo o Rio Paranoá passando pela sua foz no São Sebastião, até a Fazenda Taboquinha.

Chácara Águas Brancas - Fazenda Taboquinha

 

Por volta das 10:30 o grupo de amigos(as) partiu da Chácara Águas Brancas, logo depois da Barragem do Paranoá, a caminho da Fazenda Taboquinha. Em nosso grupo havia tanto marinheiros de primeira viagem, quanto canoístas experientes, que sempre acompanham os grupos tornando a aventura segura. IMG-20151128-WA0003

Para um grupo heterogêneo o caiaque mais seguro para que uns e outros possam se ajudar a descer as corredeiras é o de plástico, que pelo formato são carinhosamente chamados de saboneteiras.

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Assim, com algumas viradas e arranhões a aventura foi um sucesso. Em um passeio como esse além do barco, remo, colete, capacete, protetor solar, roupa de banho, calção, camiseta, sandália franciscana sintética é importante também levar uma sacola estanque. A sacola serve para levar uma roupa seca, carteira, documentos, frutas e qualquer outro lanche, caso a fome chegue antes da Fazenda Taboquinha. Andar juntos de forma que o último possa ver o primeiro é outra regra de segurança importante, bem como, levar um kit de primeiros socorros com água oxigenada, mercúrio, algodão, esparadrapo, gaze, dorflex e anti-térmico. Além do kit de primeiros socorros que pode ser coletivo, cada participante deve levar sua medicação caso faça uso diário. Para a comemoração de um ano de tantos desafios descer as corredeiras do Paranoá até o São Bartolomeu teve uma sabor especial para cada um de nós. O rio ainda guarda uma mata ciliar em bom estado de conservação nas chácaras de lazer, ao longo dos 26Km percorridos a uma velocidade média de 8km/h.

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Ao desembocar no Rio São Bartolomeu ficamos surpresos ao constatar que o Paranoá é mais caudaloso, enquanto a água do primeiro é mais turva. Mais apenas em um pequeno trecho próximo a esse encontro o lançamento de uma estação de tratamento de esgoto deixa um odor mais forte no ar, que não dura nem um minuto.

Descer o Paranoá no período da chuva é mais bonito, a mata está mais verde e frondosa, o rio esta mais cheio e a força da água leva o lixo embora. No período da seca com menos água correndo o lixo que lançamos em suas águas se deposita nas margens e a paisagem já não é a mesma, com a folhagem das árvores em um tom mais pastel.

O mais importante desta aventura além de voltar para a casa com um sorriso no rosto foi constatar que o Paranoá e o São Bartolomeu estão bem vivos. Em nenhum momento encontramos sinais de um assoreamento mais intenso como é muito comum onde a expansão urbana ou a atividade agropecuária desrespeitam os limites da Área de Proteção Permanente (APP). Por outro lado, a presença de pequenos grupos pescando revelaram que a fauna aquática do rio ainda anima os pescadores de fim-de-semana.

A partir de Dezembro, os Amigos do Lago Paranoá e a Caiaque Sport estarão realizando aventuras como esta com grupos de até 20 pessoas. A expedição de 26km será para pessoas entre 18 e 50 anos com um bom condicionamento físico e já iniciadas na prática da canoagem, enquanto trechos com menos de 10km estarão abertos as pessoas que já tiveram oportunidade de remar, estejam em bom estado de saúde e  que já tenham ou não participado de alguma atividade de turismo de aventura.

Se você vai passar as férias de verão em Brasília vale a pena conferir essa aventura. Cadastre-se no nosso site (http://amigosdolagoparanoa.com.br/cadastro-de-associados-ocip/) e escreva no campo de observação: Quero descer o Paranoá. Idade, altura, peso e telefone de contato. Assim que organizarmos os próximos grupos faremos contato.

Feliz natal e um 2016 de muita saúde, paz e prosperidade.

AXEFORALL!

NÚCLEO BRASÍLIA DE VELA ADAPTADA

October 11, 2015 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

Guilherme Scartezini – Coord. Mov. Amigos do Lago Paranoá

Velejar agora também é um esporte acessível às pessoas com deficiência.

Toda cidade grande impõem uma rotina maluca aos seus cidadãos e em Brasília não é diferente. No correria do dia a dia acabei perdendo contato com o amigo Bruno, mas duas semanas atrás pelas redes sociais tive notícias dele e a alegria não poderia ser maior ao saber do trabalho de vela adaptada que ele desenvolve no Lago Paranoá.

Faz parte de uma capital federal abrigar embaixadas dos países amigos e foi com o apoio da embaixada da Austrália que a vela adaptada de Brasília cresceu. Outras organizações públicas e privadas também reconheceram o valor social da iniciativa e o trabalho vai de vento em popa.

O veleiro adaptado é um barco extremamente seguro e fácil de velejar e é com ele que muita gente tem dado a volta por cima dos desafios que a vida nos impõe, como conta o aluno Miguel Mesquita.

Velejar no Lago Paranoá é coisa que faz bem a alma de qualquer um, um esporte que junta gente de todas as idades como mostram a Bia e o Chateaubriand. E se você sente que essa é a oportunidade que falta na sua vida entre em contato com o clube Cota Mil, porque além de bom o projeto de vela adaptada é de graça!

Vida longa aos amigos Bruno e Mauro que através da vela adaptada no Lago Paranoá tem resgatado a autoestima de muita gente.

AXEMEUXAPA!

Correio Braziliense 03/09/2015 – Cidades (pg. 25)

September 3, 2015 in Principal, Sobre o Lago Paranoá

CB Caderno Cidade

Campeonato Brasiliense de Canoagem de Velocidade 2015

August 16, 2015 in Sobre o Lago Paranoá

Ontem a Federação Brasiliense realizou a prova do Campeonato Brasiliense de Canoagem de Velocidade 2015 no Lago Paranoá. A competição foi realizada na Píer da Asa Norte, com muito sol, vento e gente bonita. Confira aí!